A Polícia Federal concluiu a Operação Sem Desconto, investigando um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Quarenta e oito pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e outros envolvidos.
O relatório de 265 páginas foi entregue ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações, e agora segue para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Os indiciados foram acusados de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Segundo a PF, o esquema consistia em descontar mensalmente valores de aposentados e pensionistas como se fossem associados de entidades, sem que houvesse autorização. Os descontos indevidos podem totalizar até R$ 6,3 bilhões.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, o ex-procurador-geral do órgão e o ex-diretor de benefícios da autarquia. Um dos envolvidos, Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi indiciado por organização criminosa e corrupção ativa majorada, estando foragido.

