A Polícia Federal investiga um esquema criminoso ligado a um banqueiro que pagava influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais. A operação, que faz parte da Operação Compliance Zero, autorizou busca e apreensão contra um publicitário apontado como articulador do projeto, que chegava a oferecer até R$ 2 milhões por postagens.
Segundo a PF, o grupo procurava influenciadores e jornalistas com propostas de contrato para publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar a liquidação do banco pelo Banco Central. Os contratados precisavam assinar um acordo de confidencialidade, sob pena de multa de R$ 800 mil, antes de saberem a natureza do trabalho.
A investigação revelou que o dinheiro dos pagamentos era repassado pelo publicitário, mas tinha origem em recursos do banqueiro, provenientes de um esquema de fraudes financeiras do Banco Master. Além de comprar postagens, o grupo utilizava informações privadas obtidas ilicitamente para intimidar e coagir quem se opunha ao projeto.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as buscas e apreensões, afirmando que os elementos reunidos indicam que o grupo tem “contornos de máfia” e agia contra obstáculos aos interesses do banqueiro.

