A Polícia Federal investiga indícios de que um acionista bilionário da Americanas tinha conhecimento sobre fraudes na companhia. A decisão judicial autorizou busca e apreensão contra o empresário, mas o Ministério Público Federal emitiu parecer contrário à ação por ausência de mensagens explícitas.
A investigação aponta que, além do acionista, outros executivos e membros do conselho de administração também teriam conhecimento das fraudes e se beneficiado. A PF alega que os envolvidos atuaram por meio de um intermediário e da LTS, empresa dos controladores.
Segundo a análise pericial da PF, os danos causados pela fraude somam R$ 54,2 bilhões. Os acionistas teriam recebido mais de R$ 700 milhões com a divisão de lucros fictícios no período entre 2013 e 2022.
Apesar da ausência de conversas diretas confirmando o conhecimento dos acionistas, a juíza responsável pela operação considerou os indícios concretos suficientes para prosseguir. A decisão judicial citou trocas de mensagens que mencionavam a necessidade de não expor membros de comitê e manipulações em caixa.

