A Polícia Federal investiga indícios de que R$ 468,7 mil apreendidos em dezembro em um imóvel de um deputado são fruto de um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar. A operação, que mira advogados ligados ao parlamentar, apura movimentações financeiras complexas e a emissão de notas fiscais fictícias.
A investigação, parte da Operação Rent a Car, apura o desvio de verbas públicas por meio da locadora Harue Locação de Veículos Ltda., suspeita de emitir notas fiscais falsas. Segundo a PF, a análise do dinheiro apreendido revelou uma movimentação financeira complexa entre empresas, incluindo recebimento de verbas públicas e saques expressivos em espécie.
Os valores foram encontrados em quatro pacotes de cédulas de R$ 100, etiquetados e escondidos em um guarda-roupa. As etiquetas levaram a empresas como EJUS Empreendimentos Imobiliários Ltda. e Foco Engenharia e Incorporações Ltda., além de dois irmãos, que foram alvo de busca e apreensão.
A versão do deputado, que alegou que o dinheiro veio da venda de um imóvel em Minas Gerais, foi contestada pela PF. A escritura da venda, por R$ 500 mil, foi registrada em 30 de dezembro de 2025, dias após a apreensão dos valores. Os investigadores apontam inconsistências cronológicas e financeiras, indicando que a movimentação de créditos do comprador era superior à renda declarada em R$ 608 mil.

