A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e recomendou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a demissão de um escrivão por abandono de cargo. A decisão final sobre a penalidade será definida pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, nos próximos dias.
A investigação administrativa, que apurou a situação funcional do ex-deputado federal, teve início em janeiro de 2026. O procedimento foi instaurado devido à ausência prolongada do servidor, que se mudou para os Estados Unidos no começo de 2025, alegando perseguição política no Brasil.
A PF, que integra a estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública, é responsável pela gestão de seus servidores. O servidor, que havia sido aprovado em concurso público, foi notificado a retornar às atividades após a perda de seu mandato parlamentar em dezembro de 2025. A continuidade das ausências levou à recomendação de demissão pela corregedoria da PF.
Paralelamente à esfera administrativa, o ex-parlamentar responde a processos judiciais. Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou por coação no curso do processo, por ter atuado no exterior para interferir em procedimentos judiciais brasileiros.


