A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado e recomendou sua demissão do cargo de escrivão por abandono de função. A decisão final, contudo, depende da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. O servidor deixou de se reapresentar após perder o mandato parlamentar e permanecer nos Estados Unidos.
O PAD foi instaurado em fevereiro deste ano para apurar o possível abandono de cargo, visto que o ex-parlamentar não retornou às funções de escrivão, cargo para o qual foi aprovado em concurso público em 2010. Desde a perda do mandato, ele reside nos Estados Unidos, período em que se declarou exilado político.
Durante a apuração disciplinar, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou que o indivíduo entregasse a carteira funcional e a arma de fogo institucional. Além da esfera administrativa, o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação.
A condenação do STF decorreu da atuação do ex-deputado nos Estados Unidos, onde ele pressionou integrantes do Judiciário e tentou interferir em investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. O caso foi encaminhado ao Ministério da Justiça para análise formal do desligamento do servidor da corporação.

