A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e recomendou ao Ministério da Justiça a demissão de um ex-deputado por abandono do cargo de escrivão da corporação. A decisão, que deve ser publicada pelo ministro da Justiça, ocorre após o parlamentar se mudar para os Estados Unidos há mais de um ano.
O ex-deputado, que ingressou na Polícia Federal no Rio de Janeiro em 2010, não se reapresentou ao serviço após ter seu mandato cassado por excesso de faltas. Por não comparecer, foi aberto o PAD em fevereiro deste ano, e a Corregedoria da PF determinou que ele entregasse sua carteira funcional e arma de fogo.
A conclusão do PAD é um desdobramento de episódios anteriores. Em junho, o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por crimes de coação no curso do processo. Segundo a decisão, ele tentou interferir no julgamento da ação penal envolvendo seu pai.
O julgamento em junho também determinou a perda do cargo público de escrivão da PF e decretou a inelegibilidade do réu por oito anos após o cumprimento da pena. O ex-deputado reside nos Estados Unidos, onde obteve o *green card* do governo Trump, alegando perseguição política no Brasil.

