A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente e solicitou providências para o cumprimento das restrições. A PGR apontou que uma carta divulgada por seu filho teve o intuito de influenciar o público no processo eleitoral.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a carta, intitulada “Carta aos brasileiros”, teve o objetivo de alcançar e influenciar o público interessado no pleito. Segundo Gonet, o teor do documento confirma o apoio expresso à pré-candidatura do filho do ex-presidente à Presidência da República.
A PGR considerou a divulgação da carta uma violação à proibição de usar qualquer meio de comunicação externa, direta ou por intermédio de terceiros. O órgão sustenta que as restrições visam prevenir a participação política do ex-presidente no cenário eleitoral, em conformidade com o regime democrático.
Em outra movimentação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu, por 90 dias, as visitas do filho do ex-presidente ao pai. A defesa do ex-presidente declarou a Moraes que ele “jamais soube” que o documento seria publicizado, alegando que a carta foi entregue durante uma visita autorizada.

