A economia dos Estados Unidos cresceu 1,5% no segundo trimestre de 2026, conforme dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O resultado ficou abaixo da expectativa de 1,8%, sinalizando desaceleração, mas o consumo das famílias e os investimentos em inteligência artificial mantiveram a atividade econômica.
A desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) ocorreu em um contexto de pressão inflacionária, agravada pelos efeitos da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo. Essa alta pressionou custos de empresas e consumidores, mantendo a inflação acima da meta do Federal Reserve (Fed).
Apesar da queda no ritmo geral, o consumo doméstico demonstrou resiliência. As vendas finais reais para compradores domésticos avançaram 3,9% no segundo trimestre, acelerando em relação aos 1,7% registrados no início do ano. O consumo das famílias cresceu 3,2% no período.
Os investimentos empresariais impulsionaram a expansão, aumentando 8,4%. Esse crescimento é majoritariamente ligado a gastos com infraestrutura tecnológica e equipamentos para inteligência artificial. Analistas observam que o ciclo de expansão da IA gera uma corrida por data centers e chips, embora parte desses equipamentos seja importada, o que afeta a contribuição líquida para o PIB.

