A fusão entre Pitzi e Renove estabelece um novo ecossistema no mercado brasileiro de eletrônicos, integrando serviços de compra, revenda, aluguel e proteção de smartphones. A operação, que gera cerca de R$ 280 milhões em receita, visa transformar o celular de um produto em um serviço contínuo.
O executivo da Pitzi, Felipe Mendes, afirmou que o principal benefício da união é oferecer ao consumidor múltiplas formas de acesso ao aparelho durante todo seu ciclo de vida. O ecossistema permite que o cliente compre, proteja, revenda ou alugue o dispositivo. A estratégia foca na circularidade, ampliando as possibilidades de uso do equipamento.
Mendes explicou que o modelo de aluguel atende perfis variados: alguns buscam novidade, enquanto outros utilizam o serviço para acessar modelos premium que seriam inacessíveis pela compra tradicional. Ele ressaltou que no Brasil circulam anualmente cerca de 80 milhões de celulares, metade novos e metade usados.
Outro pilar da estratégia é o uso de inteligência artificial para avaliar aparelhos usados. A tecnologia, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), realiza vinte verificações automáticas sobre as condições físicas e técnicas do equipamento, tornando a análise mais precisa. Um sistema de IA define o destino do aparelho, seja para revenda ou aluguel, buscando reduzir custos e recolocá-lo no mercado rapidamente.


