O sistema de pagamentos Pix, criado pelo Banco Central, entrou em disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Washington acusa o país de favorecer um sistema estatal e tratar mal empresas americanas de cartão de crédito, o que pode levar a tarifas de 25% sobre exportações brasileiras.
Lançado em 2020, o Pix tornou-se o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, respondendo por 54% de todas as transações, segundo o Banco Central. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou ao USTR que o sistema incluiu milhões de brasileiros antes fora do sistema bancário tradicional. Hoje, cerca de 80% da população utiliza a ferramenta para pagamentos e transferências.
A contestação de Washington foca no papel do Banco Central, que atua como operador e regulador do Pix, configurando conflito de interesses. O governo americano também alega que bancos são obrigados a destacar o Pix em aplicativos e não podem cobrar tarifas, forçando provedores americanos a promover o concorrente brasileiro.
Fontes do governo brasileiro indicam que a insatisfação principal vem de empresas de cartão de crédito, cuja participação nas transações caiu de 23% para 15% desde o início do Pix. O governo brasileiro, contudo, rejeita as acusações, afirmando que o Pix beneficiou o mercado digital e empresas americanas como Google e Visa.

