Integrantes da cúpula do Partido Liberal (PL) testaram o nome da economista Marina Helena, do Novo, para a vaga de vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. A iniciativa, contudo, enfrenta resistência interna e é vista por dirigentes do Novo como um movimento de retaliação após declaração de Romeu Zema.
A articulação ocorre devido à dificuldade do PL em fechar uma aliança nacional. Interlocutores fizeram contatos informais para testar a receptividade ao nome de Marina Helena, que concorreu à prefeitura de São Paulo em 2024. No entanto, a campanha do senador avalia que a economista agregaria pouco do ponto de vista político e eleitoral, visto que o Novo possui bancada reduzida no Congresso.
A sondagem foi recebida com desconfiança pela legenda. Dirigentes do Novo interpretaram o movimento como um “troco” pela irritação gerada pela declaração de Romeu Zema, que afirmou que Michelle Bolsonaro poderia ser sua candidata a vice. O atrito começou em 18 de julho, quando Zema fez a declaração, o que provocou forte reação no PL.
Michelle Bolsonaro reagiu publicamente, descartando qualquer possibilidade de integrar chapa de outro partido e reforçando sua filiação ao PL. A economista Marina Helena afirmou a veículos de comunicação que seu foco permanece na campanha de deputada federal, embora considere positivo ter seu nome lembrado para posições de protagonismo.


