O Palácio do Planalto está reavaliando a manifestação pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em resposta à imposição de tarifas pelos Estados Unidos. A cautela se deve ao período de defeso eleitoral, que restringe atos públicos e pode gerar questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A preocupação central é que qualquer manifestação presidencial possa ser interpretada como ato eleitoral, motivando ações no TSE que podem levar à impugnação da candidatura de Lula. Diante disso, o governo avalia formatos alternativos, como uma coletiva de imprensa com ministros, sendo que a decisão final sobre a postura será de Lula.
A medida americana, que aplica tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, entra em vigor em 22 de julho. A decisão foi tomada após investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais de comércio. O tarifaço afeta US$ 11 bilhões em exportações do agronegócio e da indústria, segundo a Câmara do Comércio Americana.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) e a Advocacia-Geral da União (AGU) intensificaram a fiscalização de todo material de divulgação do governo. O Planalto chegou a orientar informalmente o arquivamento de fotos em redes sociais que exaltem o presidente, visando evitar infrações à lei eleitoral.

