O novo Plano Safra 2026/27 foi lançado e traz sinais preocupantes para o agronegócio brasileiro. O valor anunciado, descontada a inflação, é menor que o do ano anterior, e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) reduziu sua área coberta em mais de 80% entre 2021 e 2026.
O subsídio é um instrumento de política pública que transfere recursos estatais para setores, visando corrigir falhas de mercado ou promover objetivos sociais. Historicamente, o agronegócio brasileiro utilizou esses apoios desde a década de 1970, o que permitiu a transição de importador para exportador de alimentos.
No Plano Safra 2026/27, os recursos com juros subsidiados representam cerca de 40% dos R$ 525 bilhões anunciados, um valor inferior aos 78% do primeiro Plano Safra. Estima-se que os subsídios no crédito agrícola somem aproximadamente R$ 8,58 bilhões, considerando Pronamp, RenovAgro e Custeio, descontando o custo de oportunidade da Selic.
O agronegócio é vital para a economia, representando 49% das exportações brasileiras, com cerca de US$ 169 bilhões exportados e um PIB de R$ 3,2 trilhões. Contudo, outros setores também recebem apoio, como o comércio e serviços, que recebem R$ 137 bilhões em subsídios, e combustíveis, que receberam mais de R$ 12 bilhões neste ano.
Argumenta-se que o setor enfrenta concorrência agrícola subsidiada globalmente e a dificuldade de infraestrutura no país. O autor da análise defende o subsídio agrícola, afirmando que o resultado se traduz em reservas internacionais e alimentos de qualidade para a população.

