Dois policiais militares foram presos na manhã de segunda-feira (29) por tortura e extorsão no litoral do Paraná. Os agentes foram acusados pelo Gaeco de espancar uma vítima dentro da sede de uma companhia militar e usar a função pública para exigir pagamentos em dinheiro.
As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontam que os policiais agrediram a vítima após ela ser flagrada invadindo casas na cidade. Segundo o órgão, as agressões dentro do batalhão ocorreram “na presença de demais militares estaduais e de civis”.
A primeira agressão teria acontecido em uma casa de veraneio, após os agentes atenderem uma ocorrência de invasão de domicílio. Um vídeo compartilhado entre os policiais em agosto de 2025 mostra os agentes torturando o homem com pedaços de madeira, socos e chutes. A vítima, após ser agredida, passou a receber mensagens pedindo pagamentos quinzenais de até R$ 3 mil.
A Polícia Militar do Paraná informou que os policiais permanecem presos e foram afastados das atividades. A corporação declarou que “não compactua com qualquer conduta que contrarie os preceitos legais e os valores institucionais”. A defesa dos policiais alegou que os autos estão em segredo de Justiça.

