Vinte parlamentares republicanos dos Estados Unidos solicitaram ao governo norte-americano que pressione o Brasil a alterar ou abandonar o Projeto de Lei 4.675. A medida, que visa coibir práticas anticoncorrenciais em mercados digitais, é vista como ameaça por interesses corporativos globais.
A disputa envolve a definição de quem estabelece as regras da economia digital brasileira: as instituições eleitas ou conglomerados estrangeiros. O pedido foi encaminhado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no mesmo dia em que o governo norte-americano anunciou tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros.
As grandes plataformas digitais controlam infraestruturas vitais, como informação, publicidade e dados, exercendo um poder que transcende as categorias tradicionais de mercado e Estado. O autor afirma que essa situação representa uma ruptura histórica na relação entre poder privado e democracia.
O texto aponta que a pressão não se restringe ao debate doméstico. Interesses corporativos migram para a política externa, transformando demandas privadas em pressão comercial e diplomática. A questão central, segundo a análise, é se o Brasil manterá a autonomia para legislar sobre seu território ou se decisões soberanas serão condicionadas por potências estrangeiras.


