O mercado editorial brasileiro registra crescimento, com o setor aumentando 11,8% em vendas e 12,3% em faturamento no acumulado do ano, segundo pesquisa da Nielsen e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Dentre os destaques, obras de poesia estrangeira e nacional ganham atenção.
O crescimento do setor reflete maior investimento em literatura. Na estante de literatura estrangeira, a obra “Vidro, ironia e deus”, da canadense Anne Carson, é notada por seu diálogo com os clássicos e por ecoar o Antigo Testamento ao tratar do encontro com o divino.
No âmbito nacional, a primeira antologia brasileira do chileno Raúl Zurita, intitulada “Sua vida quebrando-se”, também é marcada por referências bíblicas. O autor, cotado para o Nobel de Literatura, teve seu território nacional confundido com o corpo do Cristo crucificado em um de seus poemas.
Em contraste com o bom momento do mercado, o consumo de livros de colorir manteve alta em 2025, quando cerca de 11 milhões de brasileiros compraram pelo menos um exemplar, conforme dados da Câmara Brasileira de Livros (CBL) e da Nielsen BookData.

