A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um sargento reformado da Marinha e sua mãe por homicídio qualificado após a morte de um vizinho em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu em 14 de julho, quando a vítima foi atingida por um disparo de revólver calibre .22 em um condomínio.
O inquérito policial concluiu que o sargento reformado, de 34 anos, foi indiciado por homicídio qualificado, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima. A mãe do investigado, de 53 anos, que exercia a curatela judicial do filho, também foi indiciada por omissão. A Polícia Civil representou pela internação provisória do militar, baseando-se em laudo que aponta diagnóstico de esquizofrenia e histórico de envolvimento em outros homicídios, visando garantir a ordem pública.
O crime foi registrado em um condomínio na zona rural de Betim. Testemunhas relataram que a vítima mantinha desentendimentos com o militar há cerca de dois anos, tendo registrado cinco boletins de ocorrência contra ele antes do assassinato. O sargento foi preso em flagrante pela Polícia Militar no dia do ocorrido.
A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva no dia seguinte. Em 2021, o militar já havia sido interditado judicialmente, com laudo pericial que diagnosticou síndrome de burnout, psicose não orgânica, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e esquizofrenia paranoide. A decisão judicial nomeou a mãe como curadora.

