A Polícia Civil do Piauí investiga se a técnica de enfermagem, presa após tentar retirar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, agiu sozinha ou contou com terceiros para cometer o crime. O inquérito, conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), já colheu 11 depoimentos.
A principal linha de investigação apura a possível participação de terceiros no planejamento ou na execução da tentativa de sequestro, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada pela polícia. Imagens de câmeras de segurança mostradas pela imprensa internacional indicaram a técnica circulando pela unidade e colocando a recém-nascida dentro de uma bolsa. A fuga foi impedida quando a tia da bebê desconfiou da situação e encontrou a criança no recipiente.
A defesa da investigada solicitou à Justiça a revogação da prisão preventiva. Os advogados alegam que a técnica foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo polimorfo com sintomas esquizofrênicos e que faz uso de medicamentos psiquiátricos. Contudo, o delegado responsável afirmou que a investigação não trabalha com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade penal.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Teresina informou que a técnica nunca integrou o quadro de profissionais da instituição. Além disso, a polícia encontrou na residência da investigada um quarto montado com fraldas, roupas, berço e banheira, indicando que parentes acreditavam em uma gestação.

