A Polícia Civil investiga o desaparecimento de uma cozinheira de 60 anos, Berenice Ramos de Aguiar, em Ubatuba, São Paulo. A investigação aponta contradições na versão da patroa, cujos dados de monitoramento indicam que o carro seguiu para o Rio de Janeiro após deixar a funcionária, o que diverge do relato dela.
Os investigadores apontam inconsistências no depoimento da patroa, que afirmou ter deixado a cozinheira em um trevo no bairro Ubatumirim, por volta das 17h. Contudo, registros de radares e câmeras indicam que o veículo seguiu em direção ao Rio de Janeiro e só retornou à região por volta das 22h. Com base nesses fatos, a Polícia Civil apura a versão apresentada pela suspeita.
Durante diligências, o veículo da mulher foi apreendido e encontrado sem placas, apresentando sinais de reparos recentes que podem ter sido causados por disparos de arma de fogo. Os agentes também consideram suspeito o comportamento da patroa, que teria jogado um celular em uma área de mata ao perceber a chegada da equipe. O aparelho foi recolhido para análise.
A Polícia Civil investiga a patroa como suspeita de possível homicídio, embora o corpo da cozinheira ainda não tenha sido localizado. A funcionária foi presa na sexta-feira, dia 10. O filho da cozinheira declarou que ela buscava uma rescisão amigável do contrato de trabalho e tinha planos de mudar-se para Igaratá.

