A polícia italiana realizou buscas em 11 marcas de luxo, como Chanel e Bulgari, nesta quinta-feira (16). A investigação apura suspeitas de exploração de trabalhadores chineses nas cadeias de produção do setor. O Ministério Público de Milão lidera o inquérito, que já apontava irregularidades laborais em ateliês italianos.
A operação policial, confirmada pelo promotor de Milão, envolveu sedes de grifes como Etro, Brunello Cucinelli, Moncler e Goyard Italia. Os investigadores suspeitam que as empresas permitiram que seus terceirizados utilizassem ateliês onde trabalhadores chineses eram empregados em condições que violavam a legislação laboral. Em alguns casos, os trabalhadores seriam alojados em habitações insalubres.
A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Milão, já havia descoberto irregularidades salariais em ateliês italianos. No final de 2025, o escopo do inquérito foi ampliado para outras treze grandes marcas, citadas Prada, Givenchy e Dolce & Gabbana. Empresas como Loro Piana, especializada em caxemira, foram temporariamente colocadas sob administração judicial devido às condições trabalhistas, medida que foi suspensa após reforço nos controles de abastecimento.

