A Califórnia estendeu partes de seu programa que remunera produtores de gado para transformar metano de esterco em gás natural. A iniciativa, que visa reduzir emissões, enfrenta críticas de pesquisadores por criar um sistema de compensação que pode aumentar o aquecimento de longo prazo.
O sistema estadual exige que a indústria de combustíveis reduza o dióxido de carbono em seus produtos ou compre créditos de outras partes, como fazendeiros. Esses produtores direcionam o esterco para digestores anaeróbicos, capturando o biogás que pode ser convertido em gás natural. Empresas de petróleo pagam créditos de Combustível de Baixo Carbono (LCFS) a esses agricultores para cumprir exigências regulatórias.
Pesquisadores apontam falhas na matemática do carbono. A Califórnia considera o metano 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono em cem anos. Contudo, o metano se decompõe em poucas décadas, enquanto o dióxido de carbono se acumula na atmosfera por séculos. O resultado é um sistema que reduz o aquecimento de curto prazo, mas aumenta o aquecimento quase permanente.
Apesar das preocupações, reguladores da Califórnia decidiram em 2024 estender o programa além de 2050. Um recente projeto da agência de recursos aéreos do estado pode enviar milhões de dólares adicionais a produtores de laticínios, facilitando restrições a grandes produtores de gases de efeito estufa.

