A população da União Europeia deve atingir seu maior nível histórico em 2029, chegando a cerca de 453,3 milhões de habitantes, segundo o Centro Comum de Pesquisa (CCR). Após esse pico, o bloco iniciará uma queda lenta e constante, impulsionada pelo envelhecimento demográfico.
O CCR, instituto vinculado à Comissão Europeia, projeta que, embora o número de habitantes cresça ligeiramente até 2029, a tendência subsequente é de declínio. As projeções indicam que, até 2100, a população europeia poderá chegar a 398,8 milhões, um patamar comparável ao da segunda metade da década de 1970.
O aumento da longevidade é um fator central nesse quadro. A expectativa de vida na UE alcançou 81,5 anos em 2024. Até 2050, quase um em cada três habitantes terá 65 anos ou mais, em comparação com um em cada cinco atualmente. As mudanças representam desafios, como a escassez de mão de obra e pressão sobre os sistemas de saúde e educação, conforme reconhece a UE.
Contudo, o relatório aponta que o envelhecimento também cria oportunidades de mercado na chamada economia prateada, voltada para a população idosa. A União Europeia enfatiza que melhorar a produtividade e reduzir o desemprego são cruciais para compensar os efeitos da diminuição da população em idade ativa.
A imigração desempenha um papel crescente na evolução populacional, compensando parcialmente os efeitos negativos do envelhecimento, embora não seja capaz de alterar significativamente a trajetória demográfica do bloco.

