A caderneta de poupança registrou entrada líquida de recursos em maio, totalizando R$ 2,6 bilhões, segundo dados do Banco Central. O movimento indica um retorno do interesse dos brasileiros na modalidade tradicional, mas especialistas alertam que a segurança não garante preservação do poder de compra.
O especialista em finanças, Fellipe Rabelo, avalia que a volta dos depósitos reflete o comportamento cauteloso dos investidores diante do cenário econômico. Ele explica que, com juros elevados, muitos buscam aplicações seguras, e a poupança é lembrada por sua liquidez diária e isenção de Imposto de Renda.
No entanto, Rabelo aponta a rentabilidade como a principal limitação. Com a taxa Selic acima de 8,5%, a poupança rende próximo de 7% ao ano, valor muito inferior ao Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros, hoje próxima de 14,25%. O ganho real acima da inflação acumulada de 4,72% é reduzido.
Para quem busca segurança e liquidez, o Tesouro Direto é sugerido como alternativa mais eficiente. Ele oferece segurança similar à poupança e acompanha a Selic, permitindo investimentos a partir de cerca de R$ 100. O especialista recomenda que o primeiro passo do investidor seja montar uma reserva de emergência com liquidez diária.

