O Progressistas (PP) deve anunciar neutralidade em relação à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A decisão, tomada antes das convenções partidárias, encerra o apoio formal do União Brasil à chapa e retira a possibilidade de o PP ocupar a vaga de vice.
A sigla prepara a liberação de filiados para apoiar os candidatos que considerarem mais adequados. Segundo integrantes da legenda, um fator decisivo foi a posição do presidente nacional do partido, Ciro Nogueira. Ele demonstrou resistência ao apoio após avaliar que Flávio Bolsonaro não ofereceu respaldo quando foi alvo de investigação da Polícia Federal relacionada ao banco Master.
Dirigentes afirmam que a maioria interna do PP é favorável à neutralidade total. Este movimento também congela negociações sobre a composição da chapa, que já havia sido paralisada após a crise envolvendo Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro. Nomes como Clarissa Tércio e Simone Marquetto foram cotados, assim como a ex-ministra Tereza Cristina, que negou interesse.
Com a neutralidade, aumenta a chance de Flávio Bolsonaro montar uma chapa pura. A esperança de composição reside em Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que se filiou ao Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas. Contudo, a definição de apoio ainda depende de costuras em estados chave.

