A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) projeta crescimento de dois pontos nas pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial. A expectativa se baseia em crises públicas e em mudanças no cenário eleitoral nacional.
Interlocutores da campanha indicaram que o aumento nas intenções de voto decorre de dois fatores. Um é a crise pública envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, cujo desgaste foi concentrado nela. O outro é o envolvimento de Jaques Wagner (PT) no caso Master. Aliados avaliam que a exposição da disputa desagradou parte da base bolsonarista, que esperava maior unidade.
A equipe acompanha o calendário eleitoral, esperando mudanças após 4 de julho. A legislação eleitoral restringe a participação de candidatos com cargos públicos em inaugurações e limita a publicidade institucional de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em São Paulo, a desistência de outros candidatos ao governo estadual pode beneficiar o senador, pois a disputa entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) pode definir a eleição em primeiro turno.
O acompanhamento se estende a Minas Gerais, onde a pré-campanha avalia que o PL possui mais alternativas para a disputa estadual do que o PT. Apesar do otimismo de pessoas próximas, a campanha ainda enfrenta resistências para fechar alianças.

