A pré-campanha de Flávio Bolsonaro aposta em um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para reverter a proibição de visitas a seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, que restringe o contato por 90 dias, foi tomada após o senador descumprir uma cautelar sobre o uso de redes sociais.
A OAB protocolou um ofício a Moraes solicitando que seja assegurada a possibilidade de comunicação pessoal e reservada entre o advogado e seu constituinte para fins estritamente profissionais. Contudo, parte dos aliados do senador admite que é difícil que o ministro ou membros da Primeira Turma do STF acatem um recurso, visto que consideram esses magistrados adversários políticos do bolsonarismo.
A defesa de Flávio Bolsonaro buscou o pedido da OAB como forma de testar o ambiente do STF. Enquanto um ministro da corte afirmou esperar uma solução em torno do pedido dos advogados e criticou a decisão de Moraes, outro chamou a solicitação da Ordem de tola. Aliados mais otimistas da pré-campanha defendem que o veto de comunicação pode não durar muito e minimizam o impacto eleitoral da restrição.
A proibição foi estabelecida na segunda-feira (13) após o senador descumprir a cautelar que veta o ex-presidente de usar redes sociais ao divulgar uma carta. Um ministro do STF comentou reservadamente que a decisão de Moraes foi um gesto público negativo, comparando-a à situação de um ex-presidente preso em 2018. A estratégia atual da pré-campanha é aguardar a manifestação de Moraes à OAB antes de ingressar com recursos para derrubar a medida.

