A pré-campanha do senador se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, nesta segunda-feira, 20, para solicitar providências contra uma articulação de perfis falsos. Os aliados afirmam que cerca de 20 mil contas inautênticas realizam ataques impulsionados com conteúdo desqualificante, utilizando pagamentos no Brasil e no exterior.
A equipe do senador apresentou ao presidente do TSE um relatório detalhado sobre os perfis criados para os ataques. O coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e a advogada da equipe, Maria Cláudia Bucchianeri, entraram com uma representação especial na Corte. Marinho declarou aos jornalistas que o objetivo é identificar quem financia os ataques, afirmando que “As pessoas têm o direito de buscar suas caras, e não buscar o anonimato para tentar desqualificar os adversários”.
O senador solicitou ao TSE uma decisão liminar para permitir uma ampla investigação, a retirada dos perfis e a apuração dos responsáveis. Segundo Marinho, o presidente do TSE escutou os argumentos e se comprometeu a tomar uma posição rapidamente. Os bolsonaristas descrevem um padrão onde contas em redes sociais da Meta são criadas, pagam até R$ 200 mil em impulsionamento contra o senador e são excluídas.
Os ataques coordenados teriam iniciado em fevereiro, com pagamentos realizados em reais, pesos colombianos e dólares. A advogada Bucchianeri comentou que os perfis “nascem, impulsionam e logo depois desaparecem”. A pré-campanha evitou atribuir os ataques a adversários, mas disse que o conteúdo veiculado continha publicações positivas sobre o atual governo.

