O pré-candidato à Presidência Renan Santos afirmou que, se eleito, suspenderá acordos envolvendo as terras raras brasileiras. A medida visa garantir que o país industrialize os recursos, em vez de apenas exportar a matéria-prima, segundo ele.
Em evento realizado em Goiânia, no domingo, Santos defendeu que o acesso às reservas nacionais deve estar vinculado à transferência de tecnologia e à produção de componentes de alto valor agregado no Brasil. Ele criticou a venda de ativos estratégicos a grupos estrangeiros, defendendo que um plano nacional para os minerais deve seguir uma estratégia geopolítica de reindustrialização.
Santos explicou que o Brasil detém cerca de 20% das reservas globais desses minerais, essenciais para tecnologias verdes e eletrônicos. Ele sugeriu que o país use essa posição para negociar com Estados Unidos, Japão e Europa, buscando tecnologia e investimentos para a produção local.
A discussão sobre o tema ganhou destaque após a aquisição da mineradora Serra Verde, em Minaçu (GO), pela empresa norte-americana USA Rare Earth. A compra foi fechada por US$ 2,8 bilhões, o que reforça a importância estratégica desses 17 elementos químicos para as cadeias globais de energia e defesa.

