Os pré-candidatos à Presidência da República intensificaram propostas voltadas ao eleitorado feminino, que representa 52,47% do eleitorado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os nomes buscam atrair essa parcela da população com estratégias distintas, focando em temas como violência doméstica, segurança pública e autonomia financeira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a divulgação de medidas para o segmento feminino, destacando ações de combate à violência doméstica e igualdade salarial. A campanha petista compara essas iniciativas ao tratamento dado ao tema no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar do discurso, o Ministério das Mulheres teve pouco protagonismo no terceiro mandato de Lula, o que levou à substituição de Cida Gonçalves por Márcia Lopes em maio de 2025.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que, entre janeiro e março, houve 399 vítimas de feminicídio. Para fortalecer a agenda, Lula ampliou a participação de mulheres no núcleo da campanha. Na oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) busca uma vice mulher e combina o endurecimento no combate à criminalidade com propostas de autonomia financeira e geração de renda.
Outros nomes também ajustam suas abordagens. Ronaldo Caiado (PSD) veicula inserções sobre combate à violência doméstica, afirmando que “quando esses criminosos são agressores de mulheres, tenho ainda mais mão pesada”. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) priorizam temas gerais de governo, como segurança e emprego, sem criar programas específicos para o público feminino.

