Um missionário dos Estados Unidos foi preso preventivamente em Viamão, Rio Grande do Sul, após confessar espancar seu filho de 3 anos. O prefeito municipal, Rafael Bortoletti, declarou que “o Estado falhou” no caso, apontando falhas na rede de assistência social do município.
Bortoletti afirmou que, desde o primeiro dia em que soube do ocorrido, reconheceu a falha do poder público. Ele explicou que, em novembro de 2025, uma unidade de saúde local identificou hematomas na criança e notificou a rede de assistência, que inclui as secretarias de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social. A família passou a ser acompanhada pelo Conselho Tutelar.
O prefeito declarou responsabilidade sobre o sistema, dizendo: “Eu, como prefeito, a polícia, todos nós falhamos. Uma criança de 3 anos jamais pode chegar a esse estágio.” Ele ressaltou que o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) prevê o abrigamento institucional apenas como medida excepcional, mas o sistema falhou em proteger a criança.
A prisão preventiva ocorreu após o homem confessar as agressões, alegando que o ato se deu porque a criança não lhe deu “bom dia”. A criança foi levada ao Hospital de Viamão e, posteriormente, encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), na capital, em estado gravíssimo. Bortoletti determinou a abertura de uma sindicância para apurar os fatos e identificar eventuais responsabilidades.

