O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) será extinto se o processo de reestruturação não for aprovado. A declaração foi feita após audiência na Câmara Municipal de Goiânia, onde ele detalhou a dependência do órgão de um plano de modernização e contratação de consultoria.
Mabel declarou que não existe plano alternativo para o Imas, caso o projeto de reestruturação não obtenha sucesso. Segundo o prefeito, a única saída possível é o fechamento definitivo do instituto. Ele explicou que, sem a contratação de assessoria profissional, não seria possível entregar o serviço necessário aos usuários, mesmo que isso implicasse em aumento de custo para eles.
A proposta de reorganização, que está na Casa Civil, aguarda posicionamento do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) sobre a licitação de mais de R$ 12 milhões. O projeto prevê, entre outras mudanças, a contribuição por faixa etária, com valores entre R$ 50 e R$ 660, o que aumentaria a receita do instituto em R$ 10 milhões.
O processo licitatório foi alvo do TCM em março deste ano, que suspendeu a homologação por indícios de irregularidades. O órgão enfrenta problemas históricos, como desequilíbrio financeiro e defasagem tecnológica, e a gestão identificou um passivo de R$ 226,3 milhões no Imas.

