A Prefeitura do Rio de Janeiro impôs um teto de 20 metros, equivalente a cerca de sete andares, para novas construções em áreas específicas de Ipanema e Leblon. A medida, detalhada no Diário Oficial em 2 de julho, visa frear a verticalização em pelo menos onze trechos, protegendo a paisagem urbana dos bairros.
O decreto, que regulamenta a Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) Bossa Nova, abrange aproximadamente 750 edificações localizadas entre a orla e a segunda quadra. A restrição de altura será aplicada em vias como Avenida Vieira Souto e Avenida Delfim Moreira, além de ruas como Prudente de Morais e Garcia D’Ávila.
A regulamentação não se limita à altura. O texto também proíbe que novos edifícios criem empenas cegas, buscando preservar a harmonia visual dos locais. As regras se aplicam a imóveis demolidos e reconstruídos na área protegida, e estendem-se a terrenos incorporados por remembramentos.
Adicionalmente, o decreto transformou em definitivo o tombamento de 17 imóveis que estavam sob proteção provisória. Outra ação é o tombamento do calçadão de pedras portuguesas de Ipanema e Leblon, desenhado em 1965. Qualquer intervenção nos imóveis tombados exige autorização prévia do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.

