A participação do presidente argentino Javier Milei na convenção do PL, que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, tende a gerar mais prejuízos do que benefícios à campanha do senador, segundo o cientista político Andrei Roman, do AtlasIntel. O evento ocorreu no sábado, 25, e contou com ataques de Milei a líderes políticos brasileiros.
Roman afirmou que, durante a convenção, Milei atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como “presidiário” e “ladrão”. O argentino também ofendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, chamando-o de “lixo careca”. A Justiça negou um pedido de Milei para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No evento, Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, declararam que a “onda azul” deve chegar ao Brasil em outubro, com a eleição do senador. Roman, contudo, ponderou que a articulação entre lideranças conservadoras latino-americanas, como o Foro de São Paulo, representa uma novidade no cenário político.
O cientista político classificou a vinda de Milei ao Brasil para participar da campanha de um líder da oposição e fazer declarações pejorativas contra o chefe do Executivo brasileiro e um integrante do STF como um episódio sem precedentes na história recente do país.

