O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deve evitar sanções do Comitê Olímpico Internacional (COI) após uma denúncia formal sobre suposta violação de regras de neutralidade política. A controvérsia começou quando um líder político solicitou a Infantino a revisão da punição de um atacante em uma Copa do Mundo.
A polêmica teve início após um presidente dos Estados Unidos revelar que conversou com Infantino para pedir a revisão da punição aplicada a um atacante. O jogador estava suspenso e não poderia atuar pelos Estados Unidos em uma fase da Copa do Mundo. Após o diálogo, o Comitê Disciplinar da Fifa suspendeu a punição por 12 meses, uma decisão inédita no futebol internacional.
Em resposta, a organização de direitos humanos FairSquare apresentou uma queixa ao COI. A entidade argumenta que Infantino violou a Carta Olímpica, que exige que membros do Comitê atuem sem interferências políticas. Contudo, a tendência é que o caso não avance para investigação formal, pois o COI costuma evitar interferir em decisões de federações esportivas.
Infantino admitiu ter conversado com o líder político, mas afirmou que a suspensão da punição foi decidida de forma independente pelo Comitê Disciplinar da entidade. Ele também declarou manter contato frequente com diversos chefes de Estado. A Fifa informou que a decisão considerou “as circunstâncias específicas do caso e as provas disponíveis”.

