O presidente do Instituto Rio Metrópole foi preso na manhã desta quinta-feira (9) no Rio de Janeiro. A prisão ocorreu durante uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga desvio de verbas na autarquia. O esquema, que operou entre julho de 2022 e maio de 2026, gerou um prejuízo estimado em até R$ 86,28 milhões aos cofres públicos.
De acordo com a denúncia, o presidente do Instituto Rio Metrópole autorizava contratações, firmava contratos e controlava os pagamentos realizados pela autarquia. A investigação do MPRJ denunciou ainda outras dez pessoas, acusadas de crimes como organização, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão na capital fluminense, em São Gonçalo e Teresópolis. O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, informou que a operação reflete um trabalho integrado e que novos procedimentos investigatórios estão em andamento.
O esquema envolveu contratos milionários com empresas como Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. e R. Peotta Engenharia e Consultoria Ltda. O dinheiro desviado era transferido para contas da entidade, sacado em espécie e transportado com apoio de segurança privada. O MPRJ requereu, ainda, o bloqueio de bens dos envolvidos até o limite de R$ 86.280.427,03 e o pagamento solidário de R$ 200 milhões por danos morais coletivos.

