O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a operação determinada pelo ministro do STF Flávio Dino contra emendas parlamentares prejudica a direita e configura uma ‘guerra’ política. Segundo Costa Neto, a medida ocorre em momento em que pesquisas mostram avanço de um senador do partido sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Costa Neto declarou que a intenção é prejudicar o partido e acabar com suas chances eleitorais. Ele avaliou que o momento atual é desfavorável ao governo Lula, citando dificuldades econômicas sentidas pela população de baixa renda. O ministro Flávio Dino, que foi ministro da Justiça do petista, determinou a suspensão das emendas em 10 de julho, sob suspeita de indicação direta por um dirigente do PL sem mandato eletivo.
A Procuradoria Geral da República manifestou-se contra a decisão. Costa Neto negou possuir uma ‘cota’ de emendas do Congresso, atribuindo a ação do ministro a uma interpretação equivocada sobre seu papel. Ele explicou que sua função é receber demandas de prefeitos e sugerir encaminhamentos aos líderes da bancada.
O presidente do PL afirmou que esse procedimento é comum entre os presidentes de partido, sendo uma sugestão que os líderes podem ou não acatar. Ele declarou que continuará recebendo prefeitos e atendendo à base do partido.

