O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu a interferência de dirigentes partidários na alocação de emendas parlamentares. Ele é investigado pela Polícia Federal por suspeita de desvio de 21 emendas. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões de seus bens.
Valdemar Costa Neto afirmou que a atuação de presidentes de partidos para direcionar emendas é “natural”. Segundo ele, o dirigente partidário possui a visão nacional necessária para gerir os recursos, diferentemente do deputado, que foca apenas em sua base local. Ele relatou que recebe pedidos de parlamentares para distribuir valores, como um caso citado envolvendo um deputado do PSD-CE.
O ministro Flávio Dino, ao decidir pelo bloqueio, declarou que as ações investigadas causaram prejuízo ao erário. Dino afirmou que o direcionamento orçamentário por um terceiro não atuante no parlamento é “gravíssimo” e materializa desvios relacionados ao orçamento secreto.
A defesa de Costa Neto contestou a decisão do ministro, alegando que ela se baseia em “premissas frágeis” e configura uma “indevida criminalização da atividade político-partidária”. O dirigente defendeu que a atuação do presidente do PL junto à bancada é legítima.

