O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, suspendeu os diálogos em andamento com grupos ilegais na segunda-feira (13). Ele declarou que não haverá mais processos de falsa paz em seu governo e anunciou a extinção da assessoria presidencial para a paz.
Espriella afirmou que o objetivo de sua gestão será a segurança do povo e o desmonte do sistema de impunidade. Ele estabeleceu um prazo de um mês para que os grupos armados se entreguem à Justiça, declarando que não aceitará “concessões inaceitáveis”, em referência às políticas do governo anterior.
A extinção da assessoria para a paz integra um plano maior de reestruturação na Presidência, que prevê a eliminação de mais de 200 cargos. Essa medida deve gerar uma economia de 10 bilhões de pesos (US$ 3,1 milhões), com funções sendo transferidas para ministérios como o do Interior e o da Defesa.
Além disso, De la Espriella anunciou que pretende extinguir a Jurisdição Especial para a Paz (JEP). Ele classifica o tribunal, criado pelo acordo de paz de 2016, como um “tribunal de vingança” que profere sentenças com “assimetria”.

