A prevenção de câncer exige escolhas diárias, pois a ciência aponta que 30% a 50% dos casos podem ser evitados pela redução de fatores de risco modificáveis. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta 781 mil novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028.
O cirurgião oncológico Antônio Carlos Accetta explica que a crença de que apenas exames periódicos previnem a doença é um equívoco. Embora rastreamentos como mamografia e colonoscopia sejam cruciais para identificar tumores em fases iniciais, eles não impedem o surgimento da doença. A prevenção, segundo o médico, começa nas decisões cotidianas.
O tabagismo permanece como o principal fator de risco evitável, afetando dezenas de tipos de câncer. Outros hábitos que influenciam o desenvolvimento tumoral incluem o consumo excessivo de álcool, obesidade, sedentarismo e dietas ricas em ultraprocessados e açúcares. Muitos pacientes ignoram o risco, acreditando que a ausência de sintomas significa saúde.
Accetta afirma que não há uma medida única para eliminar o risco, mas sim a soma de atitudes como não fumar, manter peso saudável, praticar atividade física e manter a vacinação em dia. Ele declara que o melhor tratamento para o câncer é aquele que nunca precisou ser realizado.

