A prisão de um ex-prefeito de Belford Roxo, aliado de Flávio Bolsonaro, causou novo desgaste na articulação política entre o PP e o União Brasil. Dirigentes da federação avaliam que o episódio encerrou a possibilidade de apoio ao senador na disputa eleitoral.
O ex-prefeito foi detido na quarta-feira, 8, durante a Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio. Segundo a PF, um fuzil foi encontrado no veículo do ex-prefeito durante a ação.
Integrantes da direção do União Brasil afirmam que a reação do PL após a prisão aumentou o desconforto entre as legendas. Um fator de insatisfação foi a percepção de que setores do partido de Flávio passaram a defender, nos bastidores, que o ex-prefeito deixasse a disputa pelo Senado para concorrer à Câmara dos Deputados. Apesar disso, dirigentes do União sustentam que o ex-prefeito pode reverter a situação judicial e permanecer como candidato ao Senado.
Outro ponto de insatisfação foi a ausência de manifestações públicas ou de gestos políticos de apoio por parte de Flávio Bolsonaro após a operação. As lideranças do União esperavam um posicionamento em defesa do ex-prefeito, mas isso não ocorreu. O episódio reforça o distanciamento entre a federação PP-União Brasil e o projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro.

