O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Antônio José Campos Moreira, afirmou que o estado possui um ambiente institucional voltado à corrupção. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 10, durante coletiva sobre investigação que levou à prisão de seis pessoas em esquema de desvio de recursos públicos.
Campos Moreira comentou o caso e disse que a situação “talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso Estado passa há décadas”. Segundo o procurador, “inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção”.
A fala ocorreu no dia seguinte à operação do MPRJ, que denunciou onze pessoas por organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. O esquema envolvia um suposto desvio de R$ 86 milhões por meio do Instituto Rio Metrópole (IRM). Entre os denunciados estão o presidente do instituto, um delegado da Polícia Civil, um procurador e o pai de um deputado estadual.
O procurador defendeu uma “limpeza nas estruturas do Estado” e disse que o Ministério Público buscará responsabilizar todos os envolvidos, inclusive pelas nomeações e pela formação dos núcleos de corrupção. Ele também mencionou que o atual cenário institucional, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, possibilita atuação integrada e independente das instituições.

