A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro solicitou à Justiça o bloqueio de bens de três gestoras ligadas à Master Corretora e de seus diretores. A medida ocorre após dois fundos receberem R$ 641,4 milhões em aportes do RioPrevidência, cujos investimentos foram comprometidos com a liquidação do Banco Master.
A investigação, conduzida pela Polícia Federal na Operação Barco de Papel, apura se a cúpula do RioPrevidência realizou aportes de risco no Banco Master, totalizando R$ 970 milhões, segundo a PF. A autarquia previdenciária nega as acusações. Um grupo de nove procuradores do Estado ajuizou três ações contra os fundos Revolution e Texas I FIA, ligados à Master.
No fundo Revolution, o RioPrevidência aplicou R$ 481,4 milhões. A Procuradoria afirma que a carteira do fundo, embora estimada em R$ 567,8 milhões, possui ativos de crédito privado com remuneração de até 180% do CDI, taxa considerada ‘economicamente anômala’. A tutela cautelar busca impedir que remanescentes do Master impeçam o resgate de recursos previsto para 17 de agosto.
No Texas I FIA, o aporte de R$ 150 milhões caiu para R$ 14,8 milhões, uma desvalorização superior a 90% em menos de um ano. A petição alega que o fundo foi vítima de ‘armadilha arquitetada’, concentrando 96% da carteira em ações de uma companhia, mesmo após controvérsias regulatórias.

