Um empreendedor em Borba, Amazonas, uniu a produção artesanal de cachaça, o cultivo de frutas exóticas e a criação de pirarucu em seu quintal urbano. O projeto, desenvolvido por Régis Rocha, utiliza técnicas de manejo adaptadas ao clima amazônico para gerar alimentos e bebidas locais.
A propriedade exibe parreiras de uva e pés de romã, espécies cultivadas pelo produtor. Segundo Régis Rocha, o clima amazônico exige adaptações no manejo das plantas. Ele explicou que a uva, por exemplo, apresenta características distintas do Sul do país, pois “não para nunca” de produzir folha e uva.
Um dos focos é o alambique, onde a cachaça artesanal é produzida. O processo exige controle da concentração de açúcar, pois a cana local tem menor sacarose. O produtor afirmou que trabalha com o Brix 17 e utiliza fermentação anaeróbica, pois a bactéria responsável não tolera oxigênio. O puxuri, planta amazônica, é um dos ingredientes utilizados.
Além das bebidas, o empreendimento inclui a criação de pirarucu. Para manter a qualidade da água, Régis Rocha implementou um sistema de filtragem com tijolos quebrados, substituindo materiais mais caros. Ele disse que os pirarucus atuais têm cerca de sete meses e o último pesado atingiu 20 quilos.

