O prazo para os Estados Unidos decidirem sobre novas tarifas sobre produtos brasileiros termina nesta quarta-feira, 15. As taxas podem chegar a 37,5% caso Washington aprove duas propostas de sobretaxa, afetando 4.187 itens brasileiros, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A escalada protecionista se baseia na aplicação da Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O processo foi iniciado em julho de 2025 e avançou em junho deste ano, quando a Agência de Representação Comercial dos EUA (USTR) acusou o Brasil de práticas que prejudicam empresas americanas.
Os setores mais expostos incluem metalurgia, com o ferro-gusa não ligado, que somou US$ 1,53 bilhão em exportações para os EUA em 2024. O agronegócio também enfrenta ameaças, com destaque para açúcar de cana e sebo não comestível. A CNI defende em Washington que a dependência dos EUA desses insumos é alta.
Ricardo Alban, presidente da CNI, declarou que o aumento tarifário “compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países”. O Brasil é fornecedor líder em 11 das 13 mercadorias sob risco, como o compensado de pinus, onde o país detém 99,6% das importações dos EUA.

