Uma professora voluntária em Pernambuco aguarda a conclusão de uma investigação sobre intoxicação por mercúrio. Laudos periciais e vídeos confirmam que o metal tóxico estava presente na água consumida pela vítima. A polícia trabalha com a hipótese de tentativa de homicídio.
O mercúrio, metal proibido em termômetros no Brasil desde 2019, pode causar danos graves ao cérebro, rins e outros órgãos. A suspeita foi identificada após a professora notar mudanças no gosto da água e no comportamento de uma aluna do curso de artesanato onde ela atuava. Para confirmar as suspeitas, a professora instalou um celular escondido na sala de aula.
As imagens registraram a suspeita colocando material na garrafa de água da professora em duas ocasiões. A perícia confirmou a presença do metal no líquido, e exames da vítima detectaram mercúrio no sangue e na urina. Médicos informaram que a concentração encontrada no organismo era quatro vezes superior ao limite tolerável, podendo gerar danos neurológicos permanentes.
Apesar das provas, a investigação não foi concluída. O advogado da vítima cobra celeridade, citando o lapso de quase um ano. O delegado responsável informou que a linha de investigação aponta que a suspeita colocou o mercúrio de forma repetida e consciente, o que reforça a possibilidade de intenção letal.

