O Instituto Todas, organização sem fins lucrativos, lança o projeto TODAS PELO CICLO em Manaus, Amazonas. A iniciativa visa integrar saúde íntima feminina, justiça social e preservação ambiental em uma comunidade indígena urbana. O projeto, que ganhou destaque na São Paulo Climate Week 2026, propõe um sistema regenerativo para combater o impacto dos absorventes plásticos.
O projeto surgiu de uma análise sobre a toxicidade dos produtos usados em absorventes plásticos. Segundo a cofundadora e presidente do Instituto Todas, Giselle Gilmore, a questão levantou o questionamento sobre como o ciclo menstrual é tratado, pois ele agrava tanto a saúde do planeta quanto a saúde íntima feminina.
A ação está direcionada ao Parque das Tribos, em Manaus, onde mais de 35 etnias convivem. A proposta consiste em substituir o descarte de plástico por um sistema regenerativo. Serão distribuídos 1.100 kits com absorventes reutilizáveis e biodegradáveis, com o objetivo de educar as mulheres e reduzir resíduos.
A campanha prevê o resgate de saberes ancestrais em rodas de conversa. Com a adesão ao projeto, estima-se evitar o descarte de 5 toneladas de plástico e a injeção de 11 toneladas de carbono na atmosfera em dois anos. Gilmore afirmou que o desafio é romper com a lógica da conveniência industrial, visto que um absorvente descartável leva cerca de 800 anos para se decompor.

