O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) lançou Leonardo Avalanche como pré-candidato à Presidência da República em 14 de julho de 2026. O empresário, que preside a legenda desde fevereiro de 2024, assume a disputa após o plano original do partido se inviabilizar. Avalanche é investigado por suposta ligação com o PCC.
A escolha de Avalanche ocorreu porque o PRTB não pôde lançar Pablo Marçal, que está inelegível devido a condenações por irregularidades nas eleições de 2024. O partido afirmou que é o “único partido conservador que, de fato, se mantém antissistema” e defendeu a redução de impostos e uma gestão técnica. Avalanche justificou a candidatura dizendo que a hora exige alguém com “mão firme para articular, organizar e, acima de tudo, resgatar o sonho de cada brasileiro por um país próspero e justo”.
Apesar do anúncio, o empresário é alvo de investigações. Um áudio de fevereiro de 2024, divulgado pela imprensa, mostra Avalanche afirmando ter relações com integrantes do PCC e ter sido responsável por soltar um dos chefes da facção. O dirigente negou reconhecer a voz na gravação e sempre contestou qualquer vínculo com a organização criminosa.
Em setembro de 2024, durante um evento com Pablo Marçal, Avalanche ameaçou acionar a Justiça contra jornalistas que publicassem sobre o tema, declarando que “Pablo e eu somos homens cristãos, frequento igreja evangélica, no meu Estado não existe essa facção”.

