O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) redefiniu sua estratégia política para 2026, visando retomar influência nacional focando em candidaturas legislativas. A legenda, que perdeu espaço desde 2018, priorizará a eleição de 25 a 30 deputados federais, buscando uma reconstrução longe dos extremos.
A mudança ocorreu após desistências de nomes importantes. O ex-governador do Ceará desistiu da disputa presidencial, e o deputado federal Aécio Neves passou a concorrer ao Senado por Minas Gerais. Inicialmente, o PSDB pretendia lançar Paulo Serra para o governo de São Paulo, mas a candidatura foi inviabilizada pela disputa de Tarcísio de Freitas.
Paulo Serra, vice-presidente nacional da legenda, explicou que o tamanho atual do PSDB não permite disputas de grande porte sem alianças consolidadas, citando limitações de tempo de TV e fundo partidário. Ele afirmou que o partido não vê o Brasil pronto para uma “terceira via”.
A nova meta do PSDB é consolidar uma base forte na Câmara dos Deputados. Caso atinja o número de assentos projetado, o partido poderá lançar um candidato próprio à Presidência em 2030. Em São Paulo, a legenda deve apoiar o atual governador, enquanto em outros estados, os diretórios decidirão localmente.

