A PsiQuantum, empresa fundada em 2016, planeja construir um computador quântico massivo utilizando partículas de luz. O projeto visa acelerar simulações complexas, como a previsão de efeitos de enzimas em medicamentos, reduzindo prazos de mais de dez anos para apenas quatro minutos.
A máquina, que ainda não existe, será composta por cerca de 100 gabinetes de aço inoxidável, mantidos a poucos graus acima do zero absoluto por hélio líquido. Dentro desses gabinetes, milhares de fótons percorrerão um labirinto de dispositivos ópticos. A empresa, que já levantou 1 bilhão de dólares, foca em construir um sistema útil, trabalhando com fabricantes de semicondutores existentes.
O objetivo da PsiQuantum é aplicar a computação quântica para simular sistemas físicos e químicos com precisão inédita. Segundo Philipp Ernst, vice-presidente de aplicações quânticas da PsiQuantum, a capacidade de prever como enzimas metabolizam drogas pode ser drasticamente melhorada. A empresa também possui um segundo local em desenvolvimento na Austrália, com previsão de estar operacional em 2027.
A abordagem da PsiQuantum utiliza fótons, partículas de luz, como unidade de processamento, diferentemente de outras empresas que apostam em qubits supercondutores. Para garantir a funcionalidade, a companhia investiu na fabricação interna de berílio titanato, material essencial para rotear os fótons com alta precisão, buscando eficiência na cadeia de suprimentos.

